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CPAP vicia?


Entenda a verdade sobre o tratamento da apneia do sono


Muitos pacientes que estão prestes a iniciar o tratamento da apneia obstrutiva do sono com CPAP levantam a mesma dúvida: “Será que o CPAP vicia?”.


A resposta é não. O CPAP não causa dependência.


O que acontece é que, ao iniciar o tratamento, o paciente finalmente volta a ter noites de sono reparador, respira melhor, acorda mais disposto e com mais qualidade de vida. Essa sensação positiva faz com que muitas pessoas tenham a impressão de que ficaram “dependentes” do aparelho — mas, na verdade, o que existe é a necessidade contínua de tratar uma condição crônica.




Por que o CPAP não vicia?

O vício está relacionado a substâncias ou comportamentos que provocam alterações químicas no cérebro, levando à dependência. O CPAP não libera nenhuma substância e não altera quimicamente o organismo. Ele apenas mantém as vias aéreas abertas durante o sono, evitando as pausas respiratórias típicas da apneia. Ou seja, o CPAP não é um vício, mas sim um tratamento eficaz para uma doença que não desaparece sozinha.


Vias aéreas normais, com ronco e com apneia
Vias aéreas normais, com ronco e com apneia

O que o paciente sente na prática?


Ao interromper o uso do CPAP, os sintomas da apneia — como ronco, pausas na respiração, sonolência diurna, cansaço e risco aumentado de problemas cardiovasculares — voltam a aparecer. Isso pode dar a impressão de dependência, mas o que realmente acontece é que o organismo sente a falta do tratamento de uma condição que continua existindo.




Conclusão

Portanto, podemos afirmar com tranquilidade: o CPAP não vicia. Ele é um aliado essencial no controle da apneia do sono e promove saúde, energia e qualidade de vida. A verdadeira “dependência” que o paciente cria é pela sensação de bem-estar e pelas noites de sono de qualidade que o tratamento proporciona.


Referências Bibliográficas

  • Epstein LJ, Kristo D, Strollo PJ Jr, et al. Clinical guideline for the evaluation, management and long-term care of obstructive sleep apnea in adults. Journal of Clinical Sleep Medicine. 2009;5(3):263-276.

  • Weaver TE, Grunstein RR. Adherence to Continuous Positive Airway Pressure Therapy: The Challenge to Effective Treatment. Proceedings of the American Thoracic Society. 2008;5(2):173-178.

  • American Academy of Sleep Medicine (AASM). Obstructive Sleep Apnea. Disponível em: https://aasm.org.

  • Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia (SBPT). Diretrizes para o diagnóstico e tratamento da Síndrome da Apneia Obstrutiva do Sono. J Bras Pneumol. 2013;39(5):532-555.

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